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Conheça mais sobre o Alzheimer

09/09/2021 | Saúde e Prevenção

Alice Howland (Julianne Moore) é uma inteligente e bem sucedida professora de linguística. Um diagnóstico de Alzheimer de início precoce, doença degenerativa que causa demência, muda toda a vida dela. Com 50 anos, Alice começa a se preparar para perder tudo aquilo que conquistou, ver sua vida e a de seus filhos passando rápido. O filme Para Sempre Alice (2014), do diretor Richard Glatzer, marcou a cinematografia ao trazer o tema à reflexão. Neste mês, em que no dia 21 é conhecido como Dia Mundial da Doença de Alzheimer, apresentamos algumas informações para auxiliar, um pouco, quem convive com essa realidade.


Alzheimer
Forma mais comum de demência senil, o Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro. A doença não tem cura e os medicamentos administrados ajudam a preservar a função cerebral e a tratar sintomas como insônia e depressão. Em estágios avançados, os doentes podem apresentar dificuldade de locomoção, comunicação e deglutição, além de incontinência urinária e fecal.


Idade
Casos como o da personagem Alice são minoritários no universo de pacientes com a doença. Na maioria dos sintomas iniciam depois dos 60 anos de idade e a proporção de pessoas com a doença dobra a cada 5 anos a partir dos 65 anos. Cerca de 5% das pessoas com idade 65 e 74 anos têm doenças, mas quase a metade das que têm mais de 85 anos ou mais são acometidas.
De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), essa demência afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil são mais de 1,2 milhão. Com o aumento da longevidade, o número de pacientes deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. Nos Estados Unidos, já é a sexta maior causa de morte na população.


Sintomas comuns
- Perda de memória;
- Problemas para completar tarefas antes fáceis;
- Dificuldades para resolução de problemas;
- Mudanças no humor ou personalidade, afastamento de amigos e familiares;
- Problemas com a comunicação, tanto escrita como falada;
- Confusão sobre locais, pessoas e eventos;
- Alterações visuais, como problemas para entender imagens.


Fatores de Risco
Apesar de não haver ainda motivos específicos que explicam por que algumas pessoas desenvolverem a doença de Alzheimer e outras não, veja quais os fatores de risco:

Idade - O avanço da idade é o maior fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. A maioria das pessoas diagnosticadas com Alzheimer tem 65 anos de idade ou mais. Estima-se que até 5 por cento das pessoas portadoras de Alzheimer tiveram a doença prematuramente.

Membros da família com Alzheimer - Se os seus pais ou irmãos desenvolverem Alzheimer, você tem uma maior probabilidade de também desenvolver a doença.

Genética - O gene APOE-e4 é o gene de risco mais comum associado ao Alzheimer; estima-se que ele influencie até vinte e cinco por cento dos casos de Alzheimer. Os genes determinísticos são diferentes dos genes de risco, pois eles garantem que a pessoa desenvolverá a doença. A única causa conhecida do Alzheimer é herdando um gene determinístico, o que ocorre possivelmente em menos de 1 por cento dos casos.

Deficiência Cognitiva Leve (DCL) - Portar DCL, principalmente DCL que envolva problemas de memória, aumenta o risco de desenvolvimento de Alzheimer e outras demências. Entretanto, a DCL nem sempre é progressiva.

Doença cardiovascular -  A saúde do cérebro está fortemente relacionada com a saúde do coração e dos vasos sanguíneos. Portanto, fatores que causam doenças cardiovasculares também podem estar relacionados com um maior risco de desenvolvimento de Alzheimer e outras demências, incluindo fumar, obesidade, diabetes, alto colesterol e alta pressão sanguínea na meia-idade.

Traumatismo craniano - O risco da doença de Alzheimer e outras demências aumenta após um traumatismo craniano moderado ou grave, como uma pancada na cabeça ou ferimento no crânio que cause amnésia ou perda de consciência por mais de 30 minutos.



Tratamentos e avanços
Embora atualmente não existam tratamentos disponíveis para impedir ou diminuir o ritmo dos danos cerebrais causados pela doença de Alzheimer, diversos medicamentos podem ajudar a melhorar temporariamente os sintomas de demência em algumas pessoas. Esses medicamentos funcionam aumentando os neurotransmissores no cérebro.

Os pesquisadores continuam a buscar formas de melhor tratar o Alzheimer e outras demências progressivas. Atualmente, estão em andamento dezenas de terapias e tratamentos farmacológicos com foco em impedir a morte das células cerebrais associadas ao Alzheimer.

Além disso, o uso de sistemas de apoio e intervenções comportamentais não farmacológicas pode melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras de demência e de seus cuidadores e familiares. São eles:
- Participação em atividades, o que pode melhorar o humor;
- Intervenções comportamentais (para ajudar com as mudanças comportamentais comuns, como agressão, insônia e agitação);
- Educação sobre a doença;
- Criação de uma equipe de cuidados para suporte.



Prevenção
As principais formas de prevenir, não apenas o Alzheimer, mas outras doenças crônicas como diabetes, câncer e hipertensão, por exemplo, são:
 
- Estudar, ler, pensar, manter a mente sempre ativa;
- Fazer exercícios de aritmética;
- Jogos inteligentes;
- Atividades em grupo;
- Não fumar;
- Não consumir bebida alcoólica;
- Ter alimentação saudável e regrada;
- Fazer prática de atividades físicas regulares.




Fontes:
Academia Brasileira de Neurologia
Associação Brasileira de Alzheimer
Federação Médica Brasileira
Ministério da Saúde

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